Analise - Hundred: O ecchi salvo por Emilie

Para os amantes, Hundred foi o anime ação,hárem,romance,ecchi da temporada que não empolgou mas conseguiu entreter.

Antes de tudo, alguém poderia me explicar qual a dificuldade de chamar os personagens pelo primeiro ou segundo nome apenas? Toda hora ouvir Kisaragi Hayato, Emilie Crossfode cansa.

Enfim, vamos a análise...

Hundred se passa em um mundo atacado por uma espécie alienígena conhecida como “Savages”, onde a humanidade tem como única defesa, seres humanos armados com um arsenal denominado “Hundred”. A história gira em torno de Kisaragi Hayato e seu hárem, onde juntos irão enfrentar vários desafios.

A premissa é a mesma que conhecemos, humanidade corre em perigo, adolescentes com poderes, peitos enormes e um pouco de humor... 

Primeiramente, o soundtrack em geral é básico, nada muito relevante. Não emociona mas também não é contribui... Apenas a OP, intitulada de "BLOODRED" by D-selections, que conseguiu tirar-me um sorriso.

Nos primeiros episódios, tivemos a apresentação do personagem principal Hayato. O mesmo mostrou ser muito simpático e “bom moço”, mas, a característica mais marcante é que ele tem um dom incrível de cair em cima de peitos e bocas, mas com esse hárem, quem liga. O interessante é que ele não faz escândalos, inventa mil desculpas ou tenta fugir o mais rápido possível. Pelo contrário, Hayato reage da mesma maneira que um jovem normal reagiria nestas situações, dando a entender que ele tem interesse pelo sexo feminino. A única coisa que não gostei foi do fato de, novamente, termos um personagem com poderes ocultos desconhecidos, mas convenhamos... Já era de se esperar algo assim.

Após a apresentação, temos uma batalha entre Hayato e a heroína mais forte do campus, “A Rainha” Claire Harvey. O motivo de tal batalha é o mesmo que conhecemos, Kisaragi entrando em confusão com a mais forte do campus, Claire Harvey, que o desafia a um duelo. Nada muito inovador mas pelo menos fizeram o protagonista treinar um pouco antes do confronto, normalmente ele venceria a luta de alguma com seus poderes ocultos.

Em se tratando de personalidades, Claire mostrou ser madura o suficiente para exercer o cargo de chefe do esquadrão de batalha da universidade “Little Garden”, mas ao mesmo tempo, também é meiga e envergonhada, principalmente nas cenas hilárias onde nosso  protagonista rouba todas as “primeiras vezes” dela. No mais, ela parece ser uma donzela em perigo.
Têm-se Claire como padrão de donzela, Emile Crossford seria a protetora incomum de Kisaragi. Em batalha, ela é muito útil, tendo boas habilidades corpo a corpo além de utilizar seu “Hundred” com maestria, o transformando em diversos armamentos diferentes para tomar vantagem. Longe do campo de batalha, Emile, com seu ciúme de Hayato e tentando se parecer como homem, causa varias cenas engraçadas e situações peculiares.

Emile foi o meu maior motivo de não ter dropado. Por mais que eu goste deste tipo de anime, não valeria a pena se não tivesse este diferencial. Em diversas situações consegui dar boas risadas, tais como a cena dela brava por não poder usar biquíni e mostrar seus atributos a Hayato enquanto a Claire “desfila” na frente dele. 


Em menos de 4 episódios, consegui ter um maior carisma por Emile do que por qualquer outro personagem da série. 

Ela só não se encaixa no ecchi já que seu corpo não é lá estas coisas. Por favor, não falem da cena da cafeteria/bordel de empregadas onde ela, do nada, aparece com uma comissão de frente assustadoramente grande. De onde ela tirou tudo isso? Exageraram legal (eu não ligo).

O ecchi em si gira em torno de peitos enormes em roupas decotadas e justas, tanto que até em batalhas elas utilizam um tipo de macacão justíssimo que realça os atributos. Só não entendi porque Kisaragi também utiliza. Neste ponto eu sou obrigado a voltar a falar da Rainha, sua cena de biquíni foi algo de encher os olhos, digna de estar entre o meu top 15 garotas mais #!@#! dos animes. (15 porque a lista é grande viu).

O segundo arco, que gira em torno do episódio 4 a 7 mais ou menos, o chamei de “Arco da Idoll”, pois foge de todo o trama dando foco à cantora Sakura.  Fiquei 3 epis torcendo para que Claire e Emile voltassem a ativa e que o mesmo terminasse. Tentaram trazer um emocional contando sua história e mostrando que tem motivos para ela querer ser a esposa de Kisaragi, mas sinceramente, não me agradou... Só fiquei interessado no final onde mostraram os “Hunters”, caçadores de Hundreds, mas me decepcionei.

Para quem espera lutas emocionantes, Hundred não é a escolha ideal. As mesmas passam longe de ser impactantes, parecem comidas sem tempero.  A diversidade dos Savages também é um ponto negativo, a maior diferença esta no tamanho. Quanto maior mais forte... 

Podiam ter melhorado este quesito se os “Hunters” fossem mais fortes. No primeiro confronto, Hayato e sua turma foram pressionados sem dó pelos mesmos, fiquei com uma grande expectativa, mas no segundo, se não fosse a chuva, Claire teria os derrotados com extrema facilidade.  

Eu sei que ela é “A Rainha” e que, tanto ela como Kisaragi, utilizaram seu equipamento de corpo completo, mas, não houve nem resistência do outro lado. Até Emile conseguiu derrotar um dos membros. E não explicaram a parte da chuva, parou do nada? Ou só afeta usuários de ataques de longa distancia? Acredito que tentaram colocar muita coisa neste epi, por isso saiu esta bagunça. Uma pena, poderia ter sido melhor aproveitada.

O ultimo arco foi bem clichê mas que me irritou de uma forma... Começamos com um show da idol com a irmã de Hayato, um episódio inteiro para focar em música. Enfim, após “Little Garden” foi atacado pelos Savages modificados pela Vitaly Tinyanof, a vilã principal do anime. Esperava algo novo, um designer diferente, mas apenas mudaram a cor de verde para vermelho. Pelo amor, quanta criatividade...

A ideia de Vitaly consistia em resgatar os Hunters e destruir a fonte vital do Little Garden que por sinal era a irmã de Claire, um tanto inovador não é... Eu só não entendi como é que uma cientista capas de transformar pessoas normais em Hunters, modificar Savages, consegue ser tão inútil a fim de invadir uma base extremamente segura, levando apenas uma pistola comum com meia dúzia de balas. E tudo isso por uma vingança amorosa... Fora a trocação de tiros com o robô que me recuso a entrar em detalhes. Como são ruins de miras. Pareciam os stormtroopers de Star Wars...

Mas os últimos 2 minutos me fez esquecer todos estes problemas (mentira), finalmente um final digno. Não vou entrar em detalhes, pois seria Spoiler demais e estragará todo o final, mas digo uma coisa, Emilie se beijando com Hayato com fogos de artifícios ao fundo foi belíssimo. 


Em suma, para quem não liga por detalhes e só quer curtir um ecchi, até que vale a pena ver. Más se esperar algo fora do comum desista. Tirando Emilie, Hundred é mais um anime no estilo que estamos acostumados a ver, entregando um básico ecchi com vários erros de plot e falta de empolgação.

Direção: 05/10
Roteiro: 05/10
Animação: 06/10
Trilha Sonora: 06/10
Entretenimento: 07/10
Nota Final: 6,0/10


EXTRAS

 Isto sim são Idols



Que bela FanArt

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Amante de games e animes de magia. Passou a vida travando duras batalhas em Rude Midgard tendo seu irmão monge como companheiro. Acredita que a vida seria mais bela se fosse como um MMORPG.

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