Análise Sousei no Onmyouji Ep 01-13


Pensei em fazer uma análise só como fiz com Hundred, mas como saiu a notícia que talvez tenhamos 50 episódios, melhor não né...
Adaptado do mangá de Yoshiaki Sukano, dirigido por Tomohisa Taguchi e produzida pelo estúdio Pierrot. Sousei no Onmyouji é um anime Shounen com um enredo bastante conhecido, “Uma academia de exorcistas incumbida de defender a Terra dos Kegares, demônios do submundo Magano”.

O opening é um show a parte, intitulada de “Valdyrie - Ikusa Otome” da banda Wagakki, se encaixando perfeitamente com o ar oriental do anime. O trabalho feito por Hajime Takakkuwa (Diretor de áudio) também foi algo a se enaltecer, ele conseguiu montar a opening com tudo que é necessário, apresentação de personagens, um pouco da história e, no ápice da música, as cenas de ação entram para fecha-la. Já a ending, colocaram o fundo do Windows Media Player com os personagens e créditos na frente, meio bizarro, mas a música "Valkyrie -Ikusa Otome" compensa, trazendo um drama final a obra.

Primeiramente temos que entender que estes tipos de animes são feitos para entreter famílias então, não haverá cenas de extrema violência

Falando sobre o anime em si. Os primeiros episódios são a apresentação de Benio e Rokuro, os principais protagonistas da série,  e o mundo em que vivem. Os dois, pela ironia do destino, são nomeados “Exorcistas das estrelas gêmeas”, título dado aos jovens que se casarão com intuito de dar a luz ao salvador da Terra. O problema é que eles ainda estão no ensino fundamental e são totalmente opostos.
Benio é do tipo explosivo e impaciente, mas com um passado perturbador, seu braço demoníaco tem um poder de impacto suficientes para derrotar a maioria dos Kegares com apenas um soco (Não, não estamos falando de Saitama). Já Rokuro é totalmente oposta, fria e calculista, suas habilidades são baseadas na velocidade de ataque, tanto que é capaz de derrotar uma horda inteira em centésimos de segundos.

Por isto o título foi dado a eles, cada um tem seu ponto fraco, mas unidos, um supre a falta do outro, se tornando o casal mais poderoso da geração. O único problema é a necessidade de um trabalho em equipe digna de um casal, o que até o momento esta progredindo mas longe de ser alcançada.

Depois desta apresentação, somos levados a Magano, o submundo dos Kegares. O constraste deste com nosso mundo é digno de ser mencionado. O submundo é representado por uma cor avermelhada e as construções em tons de marrons, chega até ser bonito. O clima muda tanto, que é possível sentir o sofrimento do lugar.
A ação também gira no submundo. Os Kegares são demônios que mais parecem sombras pretas. Muitos têm até um sorriso macabro em suas faces.

Um dos fatores positivos são as diversidades dos Kegares. Os mesmos se diferenciam  em tamanho e forma, desde normais parecendo humanos corrompidos a tipos como polvos e aranhas, cada um com uma habilidade especifica.

Como estamos falando de exorcistas, não poderia faltar é exorcismos no anime. O mesmo é representado por uma estrela de cinco postas antes de “explodirem”, foi uma boa sacada para economizarem na animação, pois assim não precisam animar os cortes e pedaços saindo, apenas inserir a estrela. Como detalhista, não gostei, queria que tivessem mais detalhes nas cenas, mas de um modo geral ficou até diferente. Para exemplificar, reparem na feição do Kegare... kkk\z
No episódio três em diante, o anime começa a explicar o passado dos protagonistas, além de criarem situações para que ambos se interagissem o que nos leva ao humor do anime. A princípio, Rokuro sempre achou Benio bonita, mas seus 13 anos (não sei a idade certa) o impede de demonstrar seus sentimentos. Já Benio acha seu parceiro bem esquisito, mas aos poucos começa a se interessar pelo mesmo.

Para que interagissem como um casal, o chefe dos exorcistas Arima Tsuchimikado, que por sinal é bem idiota (no bom sentido), obriga os protagonistas a morar juntos em uma casa/mansão. Esta sacada fez com que ocorresse varias situações engraçadas.  Tais como falar a Benio que ela esta bonita ou que precisa de sua ajuda, poderiam ser normais, mas são crianças então isto nem se passa a mente.

Também utilizaram de caras e bocas para os personagens em meio às confusões, causando um leve humor que particularmente gosto.

Em seguida, veio à aparição dos doze generais além de finalmente explicarem o passado dos protagonistas. Não vou entrar em detalhes, pois seria spoiler, no entanto achei legal (mas clichê) o casal ter um passado entrelaçado. Deu um ar sentimentalista a obra.
O que deu um gás na comédia da série foi a participação de Subaru, antiga mestre de Benio, ajudando o casal a ficar mais forte. Para isto, Subaru fez com que os dois fizessem coisas de casais como sair para passear, comer juntos. No entanto, a vergonha era tanta que sempre acabava em briga. Eles são crianças então é uma atitude compreensível.

Mas o que mais me chamou atenção foi às aparições de Tatara, parceiro de Subaru. Chorei de rir com a cena do GPS na cara dele...
Onmyouji me fez lembrar-se de alguns games de lutas. O diretor ousou nas chamadas das habilidades dos personagens, parando a cena e colocando o nome na tela. Um belíssimo exemplo de que, com um pouco de criatividade, se consegue enfatizar o momento. Alguns golpes parecem com o especial de Akuma "Raging Demon" (Street Fighter).
Por ultimo, a inserção dos seres corruptos agrega a série mais possibilidades visto que, se forem 50 episódios, seria cansativo demais ficarmos só com os Kegares normais.

Para os próximos episódios, devemos ter uma interação maior do casal visto que agora eles estão bem unidos, além de voltarem as batalhas. Tomara que os doze generais participem mais...

Avaliação: 7,5
(Explicação do Sistema de Notas)

OBS: Desconfio que o chefe esteja mais envolvido com a história dos Kegares, seu sorrisinho é muito suspeito para quem apenas quer salvar a humanidade. Se fosse chutar, acho que ele quer dar a luz ao Kegare mais poderoso e não ao salvador da pátria... 

Amante de games e animes de magia. Passou a vida travando duras batalhas em Rude Midgard tendo seu irmão monge como companheiro. Acredita que a vida seria mais bela se fosse como um MMORPG.

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